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R na prática – Parte 5 – Elementos de Programação em Linguagem R

Dando sequencia ao artigo anterior, a linguagem R trabalha com objetos que podem ser gerados e manipulados. Eles são caracterizados por seus nomes, conteúdos e atributos, que especificam os tipos de dados representados pelos objetos (Paradis, 2005, p. 9).

Na linguagem R, um objeto é qualquer coisa que pode ser atribuída a uma variável, que inclui constantes, estruturas de dados, funções e mesmo gráficos (Kabacoff, 2015, p. 22). Por exemplo, ao digitar objects() e executar, pode-se verificar os objetos existentes na memória:

O resultado mostra que existem 53 objetos na memória do meu computador, que são carregados automaticamente no R. Isso depende dos pacotes instalados.

Segundo Paradis (2005, p. 9), todos os objetos têm dois atributos intrínsecos: modo e comprimento, por exemplo, para o objeto Auto, tem-se:

Então, o objeto Auto é do tipo list e possui comprimento igual a nove. Os comandos podem ser separados por ponto e vírgula (;) e escritos em uma linha, que reduz o número de linhas de um script.

A Tabela 1 sumaria os modos disponíveis e os formatos de armazenamento em computador (baseado em http://applied-r.com/data-modes-and-classes/, acessado em 04/04/2020).

Tabela 1: Tipos de modos para os objetos em R.

* Deve ser escrito sempre em caixa alta. Por exemplo, no comando de leitura: header=TRUE.

Cada tipo de dado é associado com um teste e uma função de conversão, conforme a Tabela 2 (Brunsdon e Comber, 2015, p. 15).

Tabela 2: Tipos de dados, teste e função de conversão associados (Brunsdon e Comber, 2015, p. 15).

Em séries temporais, uma variável é a data, conforme o tipo “Date” (Tabela 2). Apenas para fins de ilustração do uso de datas em R, apresenta-se o script seguinte. Então, datas são armazenadas como dados numéricos e pertencem à classe “Date”.

Referências bibliográficas

Brundson, Cr.; Comber, L. 2015. An introduction to R for spatial analysis & mapping. London, Sage Publications Inc. 343p.

Kabacoff, R.I. 2015. R in Action. Shelter Island, Manning Publications Co. 579p.

Paradis, E. 2005. R for beginners. Montpellier, Institut des Sciences de l´Évolution. 72p. https://cran.r-project.org/doc/contrib/Paradis-rdebuts_en.pdf. Acessado em 03/04/2020.

Próximo artigo

No próximo artigo, vamos mostrar os tipos de objetos em R. Por exemplo, um tipo comum é o “vector” que permite o armazenamento em uma estrutura linear, que pode ser manipulada diretamente em operações orientadas a objetos. Por exemplo, pode-se criar um vetor com as 10 letras maiúsculas do alfabeto:

Jorge Kazuo Yamamoto

Escrito por Jorge Kazuo Yamamoto

Prof. Dr. Jorge Kazuo Yamamoto, fundador da Geokrigagem, é geólogo, foi pesquisador do IPT e docente do Instituto de Geociências da USP, onde se aposentou como Professor Titular do Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental. Atualmente, atua como Professor Sênior do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo – Escola Politécnica – USP. É responsável pela disciplina “Métodos geoestatísticos” na Pós-Graduação do IPT – Investigação do subsolo: Geotecnia e Meio Ambiente. Dedica-se ao ensino de geoestatística, com ênfase no desenvolvimento de algoritmos e pesquisa de novas aplicações, tais como: variância de interpolação, cálculo da variância global de depósitos minerais e correção do efeito de suavização da krigagem. Ultimamente, seu interesse está voltado para o ensino e divulgação da linguagem R.

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R na Prática – parte 4 – Elementos de Programação em Linguagem R

R na prática – Parte 6 – Elementos de Programação em Linguagem R