em

Análise Estatística – introdução

Nesta nova série, vamos falar sobre a análise estatística, que tem por objetivo sumariar a informação disponível. Esse texto é uma introdução, o qual será seguido por outros que completam o assunto.

Por que a análise estatística é importante?

A análise estatística é uma etapa importante no processo de avaliação de recursos minerais. Com ela é possível observar rapidamente a distribuição de teores da variável em estudo, bem como verificar o interesse em um futuro aproveitamento do bem mineral.

Esta etapa tem por objetivo sumariar a informação disponível conforme os domínios mineralizados. Na verdade, esta atividade exige a organização dos dados em arquivos digitais, de tal modo que eventuais erros de introdução de dados possam ser detectados. Evidentemente, a análise estatística permite também determinar a presença de elementos indesejáveis no minério, que podem eventualmente inviabilizar o seu aproveitamento econômico.

Os textos que serão publicados em sequência fazem uso de três amostras extraídas de conjuntos completos (populações) apresentando diferentes tipos de distribuição de frequências: simétrica, assimétrica positiva e assimétrica negativa. As amostras compostas por 49 pontos de dados são denominadas normal, positiva e negativa, respectivamente. Estes dados serão disponibilizados nesta publicação, conforme a Tabela 1.

Tabela 1: Amostras aleatórias estratificadas com 49 pontos de dados
extraídas dos conjuntos completos normal.txt, positiva.txt e negativa.txt.

O artigo continuará na próxima semana. Acompanhe!

Jorge Kazuo Yamamoto

Escrito por Jorge Kazuo Yamamoto

Prof. Dr. Jorge Kazuo Yamamoto, fundador da Geokrigagem, é geólogo, foi pesquisador do IPT e docente do Instituto de Geociências da USP, onde se aposentou como Professor Titular do Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental. Atualmente, atua como Professor Sênior do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo – Escola Politécnica – USP. É responsável pela disciplina “Métodos geoestatísticos” na Pós-Graduação do IPT – Investigação do subsolo: Geotecnia e Meio Ambiente. Dedica-se ao ensino de geoestatística, com ênfase no desenvolvimento de algoritmos e pesquisa de novas aplicações, tais como: variância de interpolação, cálculo da variância global de depósitos minerais e correção do efeito de suavização da krigagem. Ultimamente, seu interesse está voltado para o ensino e divulgação da linguagem R.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Zona Mineralizada e a regularização

Distribuição de frequências

Distribuição de frequências